
Ficha Técnica
Realização - PEDRO SENA NUNES
Produção - ASSOCIAÇÃO VO’ARTE PARA O SERVIÇO EDUCATIVO DA CASA DA MÚSICA E ASSOCIAÇÃO DO PORTO DE PARALISIA CEREBRAL
Câmara - PEDRO SENA NUNES
Som directo - PEDRO SENA NUNES
Produção executiva - SARA VIZINHO
Edição FABIO M. MARTINS, PETAR TOSKOVIC, SARA VIZINHO
Motion design - PETAR TOSKOVIC
Pós-Produção audio - FÁBIO M. MARTINS
Coordenação do projecto - ANABELA LEITE
Direcção Artística e Coreografia - ANA RITA BARATA
Direcção Artística e Teatro Musical - TIM YEALLAND
Direcção Artística e Vídeo - PEDRO SENA NUNES
Director Serviço Educativo Casa Música - PAULO MARIA RODRIGUES
Músicos - BRÍGIDA SILVA, FILIPE RICARDO SILVA, JORGE QUEIJO, LILIANA COELHO, PAULO NETO
Intérpretes - PEDRO RAMOS, LILIANA GALHARDO, BIBIANA FIGUEIREDO
Equipa da APPC - AMÁLIA DE SÁ, EMÍLIA FARIA, PEDRO FERNANDES
Intérpretes (APPC - Associação do Porto de Paralisia Cerebral) - ALEXANDRA DEGENHARDT, ANDRÉ SILVA, ANA RAFAELA LEITÃO, ANTÓNIO CARVALHO, FÁBIO GUEDES, FERNANDO ESTEVES, FILOMENA MACHADO, LAURA BOTELHO, MARIA DO CÉU FERREIRA, MARIANA BARROSO, NÍDIA SANTOS, PAULO BASTOS, PAULO ROBERTO FONSECA, RUI ROÇAS, RUI REIZINHO, SARA FERREIRA, SOFIA MACHADO
Agradecimentos - EQUIPA DE CASA DA MÚSICA, BALLETEATRO, EQUIPA ASSOCIAÇÃO VO’ARTE
Um acto de bravura e emancipação, trinta homens enfrentam o touro com um forcão – gigantesca forquilha triangular de madeira de carvalho, erguida para receber as violentas marradas do touro bravo e fazer desta tourada, um espectáculo único no mundo – Capeia Arraiana. São nove as aldeias fronteiriças da Raia do Sabugal que todos os anos rejuvenescem com as capeias. Os touros são trazidos “livremente” de Espanha para serem corridos no redondel, perante o olhar atento e vibrante da multidão sentada nas bancadas improvisadas. É a capeia reúne de novo a aldeia.# elvira santiago # arrumadora de palavras Serão os índios felizes? Outros - do Algarve também, do Algarve que poucos conhecem - dizem-me que uma casa é muito. Que, depois de terem casa, há índios que passam a conseguir entrar em filmes, tal e qual como os outros que andam por aí.
# gonçalo m. tavares # escritor “Observar o observador observando” 1. Todo o interior das formas é escuro. Escuro é outro nome para o invisível. 2. Mesmo o interior tem um negro ainda mais negro («Nigrum nigrnigririus nigro», diziam os alquimistas”) 3. No avesso do visível: o que nos vê.
# Lourenço melo # realizador Mais uma vez um olhar fascinante sobre o nosso povo, com o bom gosto a sinceridade, o humor e a humanidade que o Pedro já nos habituou, é imperativo que termines o teu projecto MICROCOSMOS.
#Jorge Rosa#
No início eram 41 casas, depois foram precisas mais. Quando veio essa oportunidade foi uns atrás dos outros. Por ser tudo família é porque há mais união, somos todos primos uns dos outros, as pessoas que vieram para cá vieram todas do mesmo sítio. Não é como antigamente mas há união.
#Bartolomeu Dias#
Ser pescador hoje em dia não é fácil, é uma profissão em vias de extinção. Para se tirar o curso são precisos 6 meses. 6 meses para se ser pescador... Não há moços novos no mar, vão todos para as obras, para indústria hoteleira. Antes era mais fácil, tinha-se as cédulas mais cedo, os novos fogem da lei do governo... Ter um barco é uma grande responsabilidade. Chega a um certo ponto que vai enjoando, por causa das leis, cada vez vai sendo pior... no fim de tudo quem fica a perder é o pescador. Vendem-se cavalas a 2 e a 3 euros e na lota vendem-nas a 12 euros. Somos nós que temos que pagar tudo!
#Família Ferreira#
O bairro cada vez está pior, as ruas só têm lixo, o bairro não está nada desenvolvido. Há mais de vinte e tal anos que está assim. O presidente da Câmara de Lagos não ajuda, diz para se fazerem ruas mas ninguém as faz. Há 26 anos que está assim, só vêm ao Bairro quando há eleições. Chamam-nos índios da Meia-Praia porque morávamos em barracas feitas de barrão, mas não ficamos ofendidos... O Zeca Afonso é que cantou os índios da Meia-Praia... A malta mais velha são pescadores, os mais novos são pedreiros. Primeiro trabalhavam na arte de arrastar, só depois é que apareceram os barcos. A malta nova é a malta dos 7 ofícios, trabalham nas obras, na pesca, nas artes...
#Maria Rita#
Pedíamos de porta em porta, a minha mãe trabalhava na fábrica, era uma miséria. Viemos a pé de Monte Gordo, demorámos 3 dias a chegar aqui e fomos morar para perto do forte, havia umas barracas em rede. A minha vida era andar nas artes de arrastar, ia vender umas canastras de peixe por todo o lado... Não havia dinheiro. As últimas barracas eram em platex...aí era outra coisa! Depois veio o 25 de Abril e veio uma série de gente ajudar a construir as casas. Ofereceram-nos um fundo e com o nosso trabalho contribuímos para as nossas casinhas. Durante 25 anos.


#press#






Prémio melhor Obra Documental
Prémio melhor Documentário
VI Encontros Internacionais de Cinema Documental da Malaposta, 1995
Prémio melhor Documentário Internacional
25º International Festival of Postdam, 1996
Prémio melhor Filme Documental Júri Internacional
24º Festival Internacional de Curtas Metragens do Algarve, 1996
Prémio melhor Jovem Realizador
Prémio melhor Filme Nacional
4º Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, 1996
Mensão Especial
39º International Documentary Film Festival of Leipzig, 1996
Prémio melhor Filme Português
VIII Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo,1997
Mensão Especial
1º Festiaval Internacional Doc Santiago Compostela, 1999
1º Prémio Nacional
Encontros Nacionais de Arte ANF, 2000


MICROCOSMOS - a pele de um país